Com certeza o objetivo do blog é este "levantar poeira", confesso que quando me defrontei com este paciente meu primeiro pensamento foi que estava diante de uma taquicardia supraventricular. Examinando o paciente e olhando com muito cuidado o traçado levei em consideração os seguintes critérios que caracterizam as taquicardias ventriculares • A ativação anômala dos ventrículos modifica os complexos QRS, tornando-os largos e bizarros, com duração superior a 120 ms. • Na maioria das vezes, os complexos QRS mostram o padrão de BRD, com deflexões essencialmente positivas em V1, de aspecto de “orelha de coelho”, indicando a origem ventricular esquerda desta arritmia. Menos freqüente, o padrão é de BRE, indicando a sua origem no VD ou no septo interventricular. • As ondas T encontram-se alteradas, com sentido oposto ao QRS. • As ondas P geralmente não estão presentes, porém, quando evidenciadas, estão independentes e não relacionadas aos QRS-dissociação AV. Menos frequentemente, as ondas P podem ocorrer após o QRS, no sST, de polaridade negativa em D2-D3-aVF-V1 a V4, em razão da ativação retrógrada dos átrios-captura atrial. • Duração prolongada, acima de 30 s Após confirmação do diagnóstico institui a terapia com lidocaína na dose de 2 mg/kg – IV e esta felizmente reverteu o ritmo a sinusal como os colegas podem observar no ECG ao lado o que não ocorreria se estivéssemos defronte a uma taquicardia supraventricular.
Durante um mês, o exame (Eletrocardiograma, Ecodopplercardiograma, Radiografias, Holter ou Teste de Esforço) ficará disponível neste blog para que vocês façam comentários e dêem sua opinião a respeito.
No mês seguinte, a Kardiovet, adicionará outro exame para posterior comentários.
Mende seu caso clínico.
Atenciosamente!
Qual a pressão arterial considerada normais em cães?
Flutter reverso c/ com condução 2:1?
ResponderExcluirTSV - betabloqueador.
ResponderExcluirBem...TV sustentada?
ResponderExcluirCom QRS nessa largura, nessa frequencia e com P` em algumas derivações?
Sim, o ritmo ventricular apresenta-se com morfologia uniforme, frequência superior a 140 bpm e duração maior de 30 segundos.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
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ResponderExcluirCom certeza o objetivo do blog é este "levantar poeira", confesso que quando me defrontei com este paciente meu primeiro pensamento foi que estava diante de uma taquicardia supraventricular.
ResponderExcluirExaminando o paciente e olhando com muito cuidado o traçado levei em consideração os seguintes critérios que caracterizam as taquicardias ventriculares
• A ativação anômala dos ventrículos modifica os complexos QRS, tornando-os largos e bizarros, com duração superior a 120 ms.
• Na maioria das vezes, os complexos QRS mostram o padrão de BRD, com deflexões essencialmente positivas em V1, de aspecto de “orelha de coelho”, indicando a origem ventricular esquerda desta arritmia. Menos freqüente, o padrão é de BRE, indicando a sua origem no VD ou no septo interventricular.
• As ondas T encontram-se alteradas, com sentido oposto ao QRS.
• As ondas P geralmente não estão presentes, porém, quando evidenciadas, estão independentes e não relacionadas aos QRS-dissociação AV. Menos frequentemente, as ondas P podem ocorrer após o QRS, no sST, de polaridade negativa em D2-D3-aVF-V1 a V4, em razão da ativação retrógrada dos átrios-captura atrial.
• Duração prolongada, acima de 30 s
Após confirmação do diagnóstico institui a terapia com lidocaína na dose de 2 mg/kg – IV e esta felizmente reverteu o ritmo a sinusal como os colegas podem observar no ECG ao lado o que não ocorreria se estivéssemos defronte a uma taquicardia supraventricular.